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Mostrando postagens de Maio, 2011

Viva

Viva
e viva feliz
sabe quem te diz?
um lindo e nascente Félix

Ouço issso de um arco-íris
vejo na calçada riscada de giz
sinto em uma flor-de-liz
talvez você não conheça meu lápis

Na verdade são seis
e em cada um, um país
serei o juiz dos pinguins
quer mais?

Terei fiéis
farei remix
tudo será "polivox"
e no final quero ouvir bis

Fátima dos Santos, 05/2003

[ Sem título]

Talvez eu não quisesse isso
talvez isso me quisesse constantemente
com força tal que ninguém impediria.
Sei que não devo querer,
mas também não disse que quero.
Queria isso ser de menor intensidade
cada dia mais como está sendo agora.
Não desprezo a dor de quem sente isso;
mas também não a quero para sempre.
Deseje o melhor pra mim, porque pior
não posso eu desejar.
Argumente no meu ponto de vista se for capaz.
Eu espero ter o seu desempenho,
seua coragem,
sua garra, etc.
Eu não tenho mais e permito agora
que o vento me leve,
me lave,
me limpe.

Fátima dos Santos
05/2003 - tarde conversada com meu amigo, e sempre querido, Éder Santiago.

A lei

Nunca vi nada mais medonho,
Mais estrondoso,
Mais feroz,
A lei da sobrevivência.
Animais com instintos e destinos
Na reviravolta do ciclo,
Na garra que fere,
No último ato.
No último miado...
A expressão recaída, sem brilho.
Definhando e horrorizando o ar.
Ninguém olha o lado ferido;
Ninguém olha o lado marcado;
Todos só reparavam o fim, o depois;
Todos só reparavam o enterro.
Ninguém defende.
Protesto essa lei.
Mesmo na vida urbana
Mesmo em Luanda
Diariamente...

Fátima dos Santos
03/2003... bons tempos de reflexão.

Retomada...

... olá queridas e queridos. Andei fora do ar por uns dias (31 dias mais exato), mas aqui estou de volta para compartir umas imagens interiores por meio das palavras deste alfabeto que utilizamos (in)voluntariamente. Agradeço aquelas e queles que aguardaram anciosos por mais um poema! Volto também com um sentimento de renovação: coração, alma, espírito, mente, projetos, planos. Enfim, tudo aquilo que me circunda está mudado e sei que virão boas águas pra continuar brotando este SANGUE DE BARRO que só hoje posso compreender um pouco mais o porquê que "surgiu" para mim um dia, o nome que entitula esse Blog. Ele sempre esteve comigo e eu não sabia. Quero também explicar o sentido de muitas poesias com datas passadas. Resolvi registrar algumas de minhas produções antigas, escritas timidamente em um belo caderno (quem é poeta sabe do que falo). Fiquem a vontade de comentar e até compartilhar impressões outras.
Feliz por estar aqui, mais uma vez!
Fátima dos Santos