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Mostrando postagens de Julho, 2016

Amor Platônico

Primeiramente: #ForaTemer
Pisando em ovos Beijei tua boca carnuda E te imaginei nua, Despida de preconceitos e medos. Receio ter dilacerado Tua virgindade, Intocada. Mas tem nada não! Amanhã, Democracia, Te mandarei flores e Um belo cartão escrito assim: Respeito, liberdade e Cidadania são direitos meus. Não os esconda de mim.

Ana Fátima dos Santos

Publicado na Antologia Poética Mulher Poesia. Salvador: COGITO Editora, 2016.

Espetáculo teatral SETE VENTOS de Débora Almeida

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(cartaz da peça em Salvador-Ba)
Simplesmente amável!
Se é que amar pode ser simples. De qualquer modo, o encanto sobre a apresentação dedicada e firme da atriz e dramaturga Débora Almeida me deixou maravilhada e ainda mais empenhada em minha missão enquanto escritora, mulher, negra. O espetáculo Sete Ventos é uma simbiose de amor, resiliência, ancestralidade e perspectiva de continuidade de nós mulheres negras dando passos firmes em um presente/futuro de prosperidade e fé.  Da infância, perpassando pelas jovens mulheres até a velhice, as mulheres de uma mesma família apontam diferentes questões que circundam a vida delas. Das repulsas que nós mulheres negras sofremos na vida desde a negação do corpo (em cabelo, nariz, boca, olhos) relembrando a pesquisadora Neusa Sousa em Tornar-se Negro (1983) pontuando que antes da negação da cor, a pessoa negra rejeita seu corpo que é violentado de todas as formas pelo racismo; ao forjar da personalidade (aquela que não sabe se comportar em público, …

Rota da Ancestralidade, Palmares! (Okê Arô)

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A Dimas Santos, Baba mi

Tantos séculos de resistência
Fizeram,o negro firmar raízes,
Florir estratégias de luta,
Inundar de força seu canto,
Queimar as injustiças dos intolerantes,
Beijar o Alá de nossos ancestrais.

Nosso caminhar é um rito
Aquilombado nos braços de nossos orixás,
E continuamente aldeado
Na nossa matriz africana.

Se no grito de Zumbi em guerra,
Ogum se fez matéria,
Das matas de Ossayin corre nosso sangue
Para seguirmos nos ventos de Oya
Nossa singularidade e amor.

Nossa liberdade (re)nasceu em Palmares,
Em Palmares alçaremos voo.
Okê, axé que brota da terra.
Okê, axé das águas que fluem,
Palmarinamente,
O nosso canto, Okê!

Ana Fátima dos Santos

(publicado em Cadernos Negros vol. 37 - poemas afro-brasileiros, Quilombhoje, 2014, p.25)