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Águas de Dandalunda

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Presente a Yemonja - fev. 2014 Foto: Marcio Neri Em Santiago do Iguape revi as matas de Ossayin. Pisei no engenho observei a miragem dos barcos dos Senhores rumo à igreja. Abracei a memória dos meus ancestrais e senti ares de minha casa para além do Atlântico. Mas retomei dos pensamentos pelas águas do Paraguaçu: aí foi uma kizumba só! Dancei samba de roda ginguei na capoeira casei amores nas quadrilhas de junho e sm piscar beijei meu preto no coreto da praça. No quilombo, olhares irmanados. O canto d'Os Bantos        me levou para o colo de Dandalunda e lá ninei meus sonhos aquilombei meus prazeres enfim, encontrei meu lar. Ana Fátima dos Santos (publicado em  Cadernos Negros vol. 37  - poemas afro-brasileiros, SP: Quilombhoje, 2014, p.26)

Amor Platônico

Primeiramente: #ForaTemer Pisando em ovos Beijei tua boca carnuda E te imaginei nua, Despida de preconceitos e medos. Receio ter dilacerado Tua virgindade, Intocada. Mas tem nada não! Amanhã, Democracia, Te mandarei flores e Um belo cartão escrito assim: Respeito, liberdade e Cidadania são direitos meus. Não os esconda de mim. Ana Fátima dos Santos Publicado na Antologia Poética Mulher Poesia . Salvador: COGITO Editora, 2016.

Espetáculo teatral SETE VENTOS de Débora Almeida

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(cartaz da peça em Salvador-Ba) Simplesmente amável! Se é que amar pode ser simples. De qualquer modo, o encanto sobre a apresentação dedicada e firme da atriz e dramaturga Débora Almeida me deixou maravilhada e ainda mais empenhada em minha missão enquanto escritora, mulher, negra. O espetáculo Sete Ventos é uma simbiose de amor, resiliência, ancestralidade e perspectiva de continuidade de nós mulheres negras dando passos firmes em um presente/futuro de prosperidade e fé.  Da infância, perpassando pelas jovens mulheres até a velhice, as mulheres de uma mesma família apontam diferentes questões que circundam a vida delas. Das repulsas que nós mulheres negras sofremos na vida desde a negação do corpo (em cabelo, nariz, boca, olhos) relembrando a pesquisadora Neusa Sousa em Tornar-se Negro (1983) pontuando que antes da negação da cor, a pessoa negra rejeita seu corpo que é violentado de todas as formas pelo racismo; ao forjar da personalidade (aquela que não sabe se ...

Rota da Ancestralidade, Palmares! (Okê Arô)

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A Dimas Santos, Baba mi Tantos séculos de resistência Fizeram,o negro firmar raízes, Florir estratégias de luta, Inundar de força seu canto, Queimar as injustiças dos intolerantes, Beijar o Alá de nossos ancestrais. Nosso caminhar é um rito Aquilombado nos braços de nossos orixás, E continuamente aldeado Na nossa matriz africana. Se no grito de Zumbi em guerra, Ogum se fez matéria, Das matas de Ossayin corre nosso sangue Para seguirmos nos ventos de Oya Nossa singularidade e amor. Nossa liberdade (re)nasceu em Palmares, Em Palmares alçaremos voo. Okê, axé que brota da terra. Okê, axé das águas que fluem, Palmarinamente, O nosso canto, Okê! Ana Fátima dos Santos (publicado em Cadernos Negros vol. 37 - poemas afro-brasileiros, Quilombhoje, 2014, p.25)

Águas de Oxumaré

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Chove gotas de esperança lá fora: por dias melhores por mais amores por mais dignidade. Chove dentro de mim também: possibilidades de flores nessa tempestade de ignorância da humanidade. A tristeza me inunda, mas não afoga meu desejo por faces menos nubladas e corações mais ensolarados. Ana Fátima dos Santos

I lovy you, baby!

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na gravitação do olhar saboreio cada milímetro do seu crescimento Boneco de pano criado pelo Kanaombo em homenagem a meu filho Akin (jun. 2016) sigo na ventania dos seus futuros passos ainda em meu ventre-mundo. gestaciono amor, assim como placenteio esperança e sua imagem de negra ternura já sementeia meus dias de conquistas. vida, águas brandas. durmo mais um dia amanhecendo sua vinda. desejando mais beleza e alegria para nossas negras crianças. Poemas publicado em Cadernos Negros vol. 37 - poemas afro-brasileiros . São Paulo: Quilombhoje, 2014, p.20.

Mulher Poesia - relançamento em Junho

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Que alegria!!! Com o lindo sucesso que foi a noite de Lançamento da Antologia Poética Mulher Poesia na última segunda-feira, 23 de maio, noticiamos a chegada de seu relançamento na Livraria Leitura, no Shopping Bela Vista em Salvador. Antologia que inicia em seu primeiro número pela Editora Cogito contemplando 38 autoras baianas com vivências e vertentes literárias diversas, desde o amor às lutas sociais cotidianas. Para quem não pode ir no lançamento, vale a pena esse próximo encontro!! Até mais! O quê: Relançamento da Antologia Poética Mulher Poesia Quando: 11 de junho de 2016 Onde: Livraria Leitura, Shopping Bela Vista - Salvador/BA Horário: 17 horas Quanto: R$30,00 o exemplar do livro.