Mentir ou não mentir

Mentir ou não mentir?
Eis a abstenção.
Você já mentiu?
Eu não.
Talvez eu minta para mim mesma
Descaradamente
Talvez necessite de ajuda
Para falar a verdade
Pior seria se eu dissesse
Que estou viva e lúcida
Graças a la vida
Me sinto morta.
Tudo está acabado
Nada existe diante do nada
Não tenho o que reconstruir
A não ser o meu sinismo.

Eu sou egoísta?
Não sei.
Mentem para mim descaradamente
E eu não
Talvez eu não precise
De nenhum conserto externo
Talvez um amor me dê
Algum tipo de conserto
Vai a chuva e suas nuvens
Vai o sol e nossas alegrias.
Vai um pedaço de mim
No seu triste sorriso alegre
Não chorre, ele voltará
E assim tu veras como ele
Te ama. É vero!
Se ele vai viajar,
Viaje com ele.
Se ele não ligar pra você
Tudo bem

Nem por isso deixe de sorrir
Eu estou aqui e mereço
Assim como ele
Um pouco do seu sorriso
Basta um dia,
Só um dia para tudo começar
Mas se eu começar você...
...você irá terminar?
Acabe comigo já
Porque eu fugi do tema
Não admito a incompetência
De deixarem me perder.
Não sou eu quem me escreve,
E sim, uma... chamada
Imaginação.
Usa o argumento de eu ter
Em minhas mãos
Uma arma chamada
Lápis.
E através dele me soltar.
Não pense que estou delirando
Eu apenas estou desabafando
O meu peito Surreal.

Sabe quem sou eu?
Não, você não sabe quem eu sou.
Mas profundamente eu sei quem é você
Você é a minha testemunha
E verás agora o meu fim
Adeus.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Seios de negra (por Solano Trindade)

Tranças em Dança

Conceição Evaristo em Salvador